Durante décadas, o custo da energia elétrica foi tratado como uma variável fixa e incontrolável para a indústria. Os sistemas BESS mudaram isso: hoje é possível reduzir a fatura elétrica de forma significativa sem modificar o processo produtivo.
Por que a energia se tornou um problema estratégico
O Chile tem uma matriz elétrica com alta penetração de energias renováveis, especialmente solar e eólica. Isso deveria se traduzir em energia barata — e em parte ocorre, durante as horas de alta geração. Mas a estrutura tarifária chilena inclui cobranças por potência de ponta que são calculadas sobre a demanda máxima registrada no mês, independentemente de quanta energia total seja consumida.
O resultado é paradoxal: uma empresa pode consumir a mesma quantidade de energia em dois meses e pagar faturas muito diferentes, dependendo de se teve picos de demanda altos ou não. Uma partida de maquinário, um sistema de climatização no máximo, uma linha de produção a plena carga — qualquer evento de alta demanda, mesmo que dure minutos, pode encarecer toda a fatura desse período.
"O Chile ainda precisa avançar para alcançar custos de energia ótimos provenientes das renováveis. Enquanto isso, o BESS captura energia nas horas de baixo custo para injetá-la nas horas de pico, entre as 18h e as 22h."
— Patricio Fonseca, Gerente General, CynersisComo funciona um sistema BESS
BESS é a sigla de Battery Energy Storage System — sistema de armazenamento de energia em baterias. Em termos simples, funciona como uma bateria industrial de grande capacidade que opera em duas fases:
- Carga (horas vale): durante a madrugada, fins de semana ou momentos de baixa tarifa, o sistema carrega suas baterias com energia barata da rede.
- Descarga (horas de pico): durante as horas de maior demanda e tarifa mais alta — tipicamente entre as 18h e as 22h no sistema chileno — o BESS libera a energia armazenada, reduzindo a demanda que a empresa toma da rede e, portanto, a cobrança por potência de ponta.
Essa operação, chamada peak shaving, reduz diretamente a cobrança por potência máxima registrada. Além disso, a arbitragem de tarifa — comprar energia barata e evitar a cara com a armazenada — reduz o custo médio por kWh consumido.
O papel do EMS com inteligência artificial
Um sistema BESS não opera apenas com temporizadores. Para maximizar a economia, precisa tomar decisões em tempo real: quando carregar, quando descarregar, quanta energia reservar para backup versus quanta destinar ao peak shaving, como reagir ante variações inesperadas na demanda.
Essas decisões são tomadas pelo Energy Management System (EMS) — o software que controla o BESS. Os sistemas CESC que a Cynersis implementa incluem um EMS proprietário com inteligência artificial que aprende o padrão de consumo da organização, antecipa os picos e otimiza a operação de forma autônoma, sem intervenção do operador.
Além da economia: backup ante cortes
O peak shaving e a arbitragem de tarifa são os principais benefícios econômicos. Mas os sistemas BESS têm um terceiro caso de uso relevante para operações críticas: o backup energético.
Ante um corte de fornecimento, um BESS detecta a interrupção e comuta em milissegundos, mantendo a operação sem interrupção até que o fornecimento seja restabelecido. Para indústrias onde um corte implica perda de produção, dano ao produto ou risco para pessoas, essa capacidade tem um valor que vai além da economia na fatura.
"O BESS atua como backup durante falhas operacionais em redes sobrecarregadas. A comutação é praticamente instantânea, o que faz a diferença em processos contínuos."
— Luis Bustamante, Director Comercial, CESC SolutionsPara que tipo de organização faz sentido
Um BESS gera maior retorno onde há maior oportunidade de economia. As organizações com melhor perfil são aquelas com:
- Tarifas AT com cobranças por demanda máxima significativas
- Alta variabilidade de consumo ou processos com partidas de alta potência
- Operação em horário de pico (tarde-noite) com consumo intensivo
- Requisitos de continuidade operacional ante cortes
- Compromissos de eficiência energética ou metas de sustentabilidade corporativa
Indústria manufatureira, data centers, supermercados e varejistas, hospitais, mineração em escala mediana, edifícios corporativos de alta ocupação — todos são candidatos com paybacks calculáveis antes do investimento.
O processo Cynersis: engenharia antes de propor
O erro mais comum na adoção de BESS é dimensionar o sistema sem analisar o perfil real de consumo da organização. Um sistema subdimensionado não captura toda a economia disponível. Um sobredimensionado gera investimento desnecessário com payback estendido.
O processo Cynersis começa pelo levantamento energético — análise de faturas, demandas máximas e estrutura tarifária — antes de propor qualquer sistema. A engenharia conceitual entrega o tamanho correto do BESS, a economia estimada mês a mês e o payback projetado. O cliente decide com números reais, não com promessas genéricas.
Quanto sua organização poderia reduzir na fatura elétrica?
A Cynersis realiza o levantamento energético com o perfil real de consumo e entrega o payback projetado. Sem custo na etapa de avaliação.
Solicitar avaliação energéticaFontes:
Territorio Minero — Sistemas BESS irrumpen en la industria y redefinen la gestión energética en Chile (abril 2026)
