Os atacantes de hoje não invadem sistemas: entram com senhas válidas. 81% das brechas de segurança ocorre porque alguém usou credenciais que já estavam comprometidas — e a organização não sabia.
A mudança na forma como os atacantes operam
Durante anos, o modelo de ataque dominante era técnico: explorar vulnerabilidades em sistemas, buscar portas abertas, injetar código malicioso. As defesas tecnológicas — firewalls, antivírus, patches — estavam orientadas a bloquear esse tipo de intrusão.
Esse modelo mudou. Os atacantes descobriram que é muito mais fácil entrar com credenciais válidas do que forçar uma entrada técnica. E graças aos milhares de vazamentos de dados ocorridos na última década, existe um mercado subterrâneo com centenas de milhões de combinações de usuário e senha disponíveis para quem quiser comprar.
O problema silencioso: muitas organizações têm credenciais corporativas circulando na Dark Web hoje e não sabem. Esses dados foram vazados em brechas de serviços externos — redes sociais, plataformas de e-commerce, aplicativos de produtividade — onde os usuários reutilizaram seu e-mail e senha corporativa.
Por que o MFA já não é suficiente
A autenticação multifator (MFA) reduziu significativamente o risco de acesso não autorizado com senha simples. Mas os atacantes se adaptaram. Hoje existem técnicas específicas para contornar o MFA:
- Roubo de cookies de sessão: uma vez que o usuário se autentica, a sessão fica registrada em um cookie. Se esse cookie for roubado por malware ou um ataque man-in-the-browser, o atacante pode usar a sessão ativa sem precisar de senha nem segundo fator.
- MFA fatigue: bombardear o usuário com solicitações de aprovação até que ele aceite uma por erro ou cansaço.
- SIM swapping: transferir o número de telefone da vítima para interceptar o código SMS do segundo fator.
A Heroic detecta especificamente cookies de sessão roubados que circulam em ambientes criminosos, permitindo agir antes que o atacante os use.
O que é o monitoramento de Dark Web e como funciona
A Dark Web é a parte da internet que não é acessada com navegadores convencionais nem aparece em motores de busca. Nela operam mercados ilegais, fóruns criminosos e canais de troca de dados roubados. É onde se compram e vendem credenciais corporativas, bancos de dados vazados e acessos a sistemas comprometidos.
O monitoramento de Dark Web consiste em rastrear sistematicamente esses espaços em busca de informações associadas a uma organização específica: domínios de e-mail corporativo, nomes de usuário, endereços IP, dados de clientes. Quando uma correspondência é detectada, é gerado um alerta imediato para que a organização possa agir antes que o atacante o faça.
"A Heroic opera como um motor de inteligência de identidades sobre a Dark Web. Monitora continuamente fóruns criminosos, mercados ilegais e espaços ocultos buscando informações corporativas expostas."
— Mario Arias, Director de Desarrollo LATAM, HeroicHeroic DarkWatch: detecção preventiva contínua
A Heroic é a plataforma de Dark Web Monitoring que a Cynersis implementa em organizações no Chile. Sua tecnologia DarkWatch realiza vigilância preventiva contínua e oferece:
- Alertas em tempo real quando credenciais corporativas são detectadas em espaços criminosos
- Verificação de integridade de identidade para confirmar se uma credencial está comprometida antes de causar dano
- Detecção de cookies de sessão roubados que permitem acesso mesmo com MFA ativo
- Rotação automática de credenciais comprometidas para reduzir o tempo de exposição
- Playbooks automatizados com os passos de resposta para cada tipo de alerta
"81% das brechas de segurança ocorre devido ao uso de credenciais roubadas ou fracas. Os alertas precoces permitem prevenir acessos não autorizados antes que se materializem em incidentes graves."
— Patricio Fonseca, Gerente General, CynersisO contexto regulatório no Chile: Ley 21.663
A pressão para adotar controles preventivos em cibersegurança não é apenas técnica: também é legal. A Ley 21.663 de Ciberseguridad e Infraestructura Digital, vigente no Chile, estabelece obrigações específicas para operadores de importância vital (OIV): empresas de setores críticos como energia, água, telecomunicações, saúde e serviços financeiros.
Entre essas obrigações está a detecção e reporte oportuno de incidentes. Uma brecha causada por credenciais comprometidas que circulavam na Dark Web — e que a organização não detectou porque não tinha monitoramento — é exatamente o tipo de cenário que a lei busca prevenir e que pode resultar em sanções.
Do modelo reativo ao preventivo
A diferença entre uma organização que detecta uma brecha em minutos e uma que a descobre semanas depois não é sorte: é o modelo de segurança. As organizações reativas esperam que algo falhe para agir. As preventivas têm visibilidade sobre as ameaças antes que se materializem.
O monitoramento de Dark Web é um dos controles que marcam essa diferença. Não substitui os controles perimetrais nem o MFA: os complementa com inteligência sobre ameaças externas que de outra forma seriam invisíveis.
As credenciais da sua organização estão na Dark Web agora mesmo?
A Cynersis realiza uma verificação inicial para detectar se há dados corporativos expostos em ambientes criminosos. Sem custo na etapa de diagnóstico.
Solicitar diagnóstico Dark WebFontes:
Gerencia.cl — Heroic: plataforma de ciberseguridad que actúa antes del ataque (junho 2026)
G5 Noticias — La ciberseguridad que actúa antes del ataque (junho 2026)
